Ciência e Tecnologia

Os laboratórios farmacêuticos Aché e Eurofarma têm firmado, nos últimos anos, parcerias em pesquisa com o Centro de Química Medicinal (CQMED), sediado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com o objetivo de desenvolver moléculas potentes e seletivas para proteínas-alvo específicas que possam resultar em novos medicamentos. As pesquisas colaborativas seguem o modelo de inovação aberta. O centro foi criado com apoio da FAPESP por meio do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), em cooperação com o Structural Genomics Consortium (SGC) – consórcio internacional de universidades, governos e indústrias farmacêuticas para acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos. 

O sol é fonte de energia renovável, não polui e nem prejudica o ecossistema. Além das vantagens sustentáveis, esse modelo energético também gera expressiva economia financeira. Foi pensando nesses aspectos que a Unoeste investiu mais de R$ 12 milhões para tornar o campus II autossustentável. A maior usina solar fotovoltaica do estado de São Paulo no modelo de geração distribuída autoconsumo (até 5 MW), segundo a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do governo paulista, e uma das maiores usinas do Brasil, começou a operar nesta segunda-feira (11).

A resistência microbiana a medicamentos antibióticos e antifúngicos é um dos grandes problemas de saúde pública no mundo. E a solução, como sugere um estudo publicado recentemente na revista Nature Communications, pode estar nos pequenos corpos dos insetos ou, mais precisamente, na microbiota que carregam. Essa hipótese inovadora foi proposta por pesquisadores brasileiros e norte-americanos como parte de um projeto colaborativo que teve início em 2014, com apoio da FAPESP e do National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos. 

Pesquisadores brasileiros descobriram que um medicamento comumente prescrito para controlar o colesterol pode ser uma alternativa no tratamento da caquexia – síndrome caracterizada pela perda acelerada de massa corporal e de gordura associada a uma extrema debilitação física. Essa condição é comum entre portadores de doenças crônicas como câncer, insuficiência cardíaca e Aids. O estudo, apoiado pela FAPESP, foi publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature

Materiais híbridos em sua composição (combinando precursores orgânicos e inorgânicos) e quase bidimensionais em sua estrutura (dispostos em arranjos moleculares maleáveis e altamente compactáveis) constituem uma das apostas atuais para várias aplicações tecnológicas – como a confecção de dispositivos optoeletrônicos cada vez menores. Um artigo publicado na revista Physical Review B trata de um estudo relacionado ao tema realizado durante os doutorados de Diana Meneses Gustin e de Luís Cabral, orientados pelo professor Victor Lopez Richard, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Ao inserir uma pequena amostra de água de rio em um dispositivo menor que um smartphone, cientistas são capazes de determinar quais espécies de peixes, fungos, algas, invertebrados e bactérias vivem naquele corpo d’água. Isso tornou-se possível graças à tecnologia de sequenciamento de DNA portátil que permite, além de conhecer as espécies, desvendar as interações entre elas. De acordo com Darren Evans, professor da Newcastle University, no Reino Unido, essa ferramenta pode ajudar a gerenciar melhor os ecossistemas e até mesmo a restaurar os que foram degradados. 

A volatilidade de preços é uma característica intrínseca às commodities, como os minérios de ferro. Nas últimas cinco décadas, por exemplo, esses produtos passaram por diversos ciclos de valorização seguidos por períodos de desvalorização. Um estudo feito por pesquisadores canadenses, com base na análise de 143 desastres em mineração reportados no mundo entre 1968 e 2009, apontou que há uma correlação entre os ciclos de alta e de baixa dos preços dos minérios no mercado internacional com rompimentos de barragens de rejeitos. 

Pesquisadores brasileiros vão monitorar a resposta do Atlântico às mudanças climáticas. Equipamentos recém-ancorados no meio do oceano – e a quase quatro quilômetros (km) de profundidade – detectarão variações de salinidade, temperatura e velocidade das correntes marítimas. O objetivo é averiguar possíveis alterações na circulação oceânica, algo que pode ter consequências para o sistema climático do planeta. No caso do Brasil, além de aumento do nível do mar, os padrões de precipitação no litoral seriam afetados, impactando a produção agrícola e a vida nas cidades. 

Herbívoros, onívoros, carnívoros, insetívoros, frugívoros, carniceiros e decompositores. Os ecossistemas da Terra funcionam em uma formidável teia de interações entre plantas, animais, insetos, fungos e microrganismos. Uma parte fundamental dessas interações reside no equilíbrio da cadeia alimentar entre predadores e herbívoros, que regula a produção vegetal do planeta. Esse equilíbrio entre predadores e presas que se alimentam de plantas pode ser alterado em decorrência das futuras mudanças climáticas. A conclusão é de uma pesquisa apoiada pela FAPESP e publicada na revista Nature Climate Change. 

Uma pesquisa realizada no Laboratório de Fisioterapia Cardiopulmonar (Lacap) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) tem por objetivo avaliar a saúde das artérias de indivíduos diagnosticados com diabetes tipo 2, que tenham entre 40 e 60 anos de idade. O estudo é conduzido pela doutoranda Clara Monteiro, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da Universidade, sob orientação de Renata Gonçalves Medes, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da Instituição. 

O estudo das migrações humanas tem se transformado e se expandido enormemente nos últimos 30 anos. Na avaliação de Paul Statham, diretor do Sussex Centre for Migration Research da University of Sussex, no Reino Unido, um dos motivos é o fato de o tema estar no centro das mudanças sociais decorrentes da globalização. Statham falou sobre o assunto no dia 12 de fevereiro, durante a FAPESP Week London, simpósio realizado na Royal Society, no centro da capital londrina. 

A cárie é uma das doenças mais prevalentes no mundo. No Brasil, jovens de 12 anos têm até dois dentes afetados pela doença, em média, uma incidência quase duas vezes maior que o considerado adequado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Esse número sobe para quatro em jovens entre 15 a 19 anos, e 16 em adultos entre 35 a 44 anos. Para avaliar a saúde dental da população, o País utiliza o índice preconizado pela OMS que avalia a prevalência da cárie dentária, o CPO-D.

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