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A UFMG figura mais uma vez entre as dez melhores universidades da América Latina e as cinco melhores do Brasil, segundo classificação divulgada na tarde desta terça-feira, 27, pela Quacquarelli Symonds (QS), empresa de consultoria britânica especializada em avaliações educação superior. Ao lado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a UFMG ocupou a décima posição no contexto latino-americano, e a quinta colocação no Brasil.
O QS University Rankings – Latin America 2014 classificou 300 instituições da região, a partir de sete indicadores: reputação acadêmica, reputação da universidade junto a empregadores, proporção entre número de professores e de alunos, quantidade de publicações por docente, citação por artigo, professores com doutorado e impacto da universidade na internet.

“Avaliações são importantes, e o resultado de um processo como esse é muito rico, por nos mostrar como a Universidade é vista por organismos externos”, comenta o diretor de produção científica da Pró-reitoria de Pesquisa, Sérgio Cirino. “Contudo, não podemos ficar muito presos a uma avaliação específica. Há outras, já consolidadas, como a dos cursos de pós-graduação, feita pela Capes, e a avaliação indireta do CNPq, ao conceder bolsas de produtividade aos docentes”, acrescenta.

A pró-reitora de pesquisa, Adelina Martha dos Reis, ressalta que as avaliações contribuem para que as instituições tracem rumos para o futuro. Destaca em especial a importância dos processos de avaliação anuais que têm sido realizados há décadas pela própria instituição. “Por fazer regularmente sua avaliação interna, a UFMG consegue responder bem a uma avaliação externa”, observa.

Ao analisar os dados fornecidos pela QS, Sérgio Cirino comenta que há poucas mudanças com relação aos rankings realizados anualmente pela mesma empresa desde 2011. “A UFMG se mantém entre as cinco melhores posições do Brasil em todas as quatro edições”, lembra.

Brasileiras
Estudioso dos sistemas de avaliação das universidades, o pró-reitor de graduação, Ricardo Hiroshi Caldeira Takahashi, diz que na realidade brasileira há um padrão visível ao longo dos anos: estabilidade na lista das seis ou sete melhores instituições, com pequenas variações. Estão no topo três estaduais paulistas – USP, Unicamp e Unesp – intercaladas com três ou quatro federais – Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Para ele, o fato de Unesp, UFMG e UFRGS terem atingido neste ranking índices muito similares não surpreende. “Essas são as três universidades brasileiras que vêm crescendo de maneira mais rápida em número e em qualidade de publicações”, afirma Takahashi, professor do Departamento de Matemática.

As top 10 do ranking são:

1. Pontificia Universidad Católica do Chile
2. Universidade de São Paulo (USP)
3. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
4. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
5. Universidad de Los Andes (Colômbia)
6. Universidad de Chile
7. Instituto Tecnológico de Monterrey (México)
8. Universidad Nacional Autónoma (México)
9. Universidade Estadual Paulista (Unesp)
10. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
10. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Os resultados completos estão disponíveis no site Top Universities.