Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn
Após 45 dias no Continente Antártico, o pesquisador e professor do Departamento de Biologia e Farmácia da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Jair Putzke, retornou ao Brasil. A nova série de pesquisas foi realizada na Ilha Meia Lua, há cerca de 80 km ao sul da base brasileira Comandante Ferraz, local ainda não visitado pelo cientista. O grupo ficou hospedado na Base Argentina de Camara, onde 14 militares do país vizinho prestaram todo o apoio para que a realização do projeto de estudo da vegetação Antártica.
A infraestrutura da base Argentina foi colocada à disposição depois do incêndio da Estação Antártica que destruiu 70% da base brasileira no continente em 2012.

Segundo o pesquisador, foi um ano atípico, pois o vento incessante de 115 km/h durante cinco dias provocou sensações térmicas muito abaixo de zero. O grupo de trabalho foi composto por outros três pesquisadores da Unipampa de São Gabriel, além de um alpinista do Clube Alpino Paulista, especialista em caminhadas no gelo e em montanhas. “Os trabalhos na ilha envolveram levantamento da vegetação, influência das mudanças climáticas globais sobre os ecossistemas, fitopatologia em plantas Antárticas, genoma de uma espécie de alga (o projeto tem um sequenciador de DNA, só há dois no Brasil), interação animal/planta nos ambientes antárticos, entre outros”, afirmou Putzke, que há mais de 25 anos faz pesquisas no continente.

Os pesquisadores ainda visitaram a nova base provisória do Brasil na Península Keller da Ilha Rei Jorge, onde realizaram pesquisas junto ao esqueleto de Baleia que Jackes Ives Cousteau montou sobre um campo de musgos, com cerca de 34 metros. O trabalho faz parte das atividades de estudo da interferência antrópica sobre os ecossistemas antárticos e que conta com o apoio de Jean-Michel Cousteau, que esteve na Unisc no ano passado. O trabalho nessa etapa já culminou com a redação de quatro artigos científicos, os quais serão encaminhados para publicação ainda esse ano, a partir do retorno de todo o grupo brasileiro em 11 de abril, quando chegam ao porto de Rio Grande os navios polares brasileiros Ary Rongel e Comandante Maximiliano.