Serão três pavimentos em desnível, com acesso por escada ou elevadores, sendo os dois últimos com dois andares cada, respeitando as características do solo, em um terreno de 3.100 m². No anexo será instalado o Centro de Simulação, para práticas avançadas em ensino em saúde, um auditório e mais 16 salas de aula com capacidade para 50 pessoas cada, ampliando as áreas de estudo da instituição para cerca de mil alunos. Outra novidade é a construção de uma capela.
Os dois andares de salas contarão com áreas de convivência em telhado verde, que possibilitará a circulação de pessoas, além de teto solar e sistema de ventilação natural por meio de brise (quebra-sol) – janelas sobrepostas, nas laterais das paredes externas, para evitar a entrada de sol em excesso e gerar a circulação do ar. Além disso, esse tipo de intervenção contribui para a climatização do ambiente, deixando-o mais fresco, evitando o uso de ar-condicionado.
A água da chuva será armazenada em uma cisterna e reaproveitada na manutenção dos jardins do campus e na limpeza dos banheiros. Ainda há um projeto para a utilização da energia solar no anexo. O prédio também contará com uma quadra poliesportiva para uso de seus alunos e funcionários, com vestiários, arquibancada, banheiros e academia. Tudo isso em meio à Mata Atlântica, onde se encontra o campus da FMP/Fase.
Segundo a diretora da instituição, a ideia é fornecer atrativos suficientes aos alunos para que eles permaneçam mais tempo no campus, uma vez que grande parte do corpo discente é composta por alunos de diversos estados brasileiros. “Queremos ampliar os espaços acadêmicos e de lazer para proporcionar melhores condições de trabalho e ensino aos nossos professores e alunos. Por isso, estamos construindo um prédio onde colocaremos em ação um dos nossos princípios que é a preocupação com a sustentabilidade”, explica Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves.
O projeto do anexo sustentável foi apresentado no ano passado a funcionários e alunos representantes dos cursos da FMP/Fase e aprovado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) e pelas Secretarias de Meio Ambiente e de Planejamento e Urbanismo de Petrópolis. A obra, assinada pelo arquiteto Francisco Hue, tem previsão de término para 2015.
“O custo e o trabalho para a criação desse anexo serão maiores, mas valerá a pena para darmos um exemplo de universidade que pensa no planeta e nas suas necessidades”, afirma Maria Isabel.