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O Núcleo de Computação Científica (NCC) da Unesp, instalado no prédio do Instituto de Física Teórica, no Câmpus de São Paulo, recebeu ontem (16) a visita de uma comitiva do CERN (Organização Europeia para Pesquisa Nuclear). O objetivo da missão foi conhecer a infraestrutura e projetos do NCC. O Brasil, por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação e de várias instituições de pesquisa, como universidades e institutos, pleiteia o ingresso como membro-associado junto ao CERN.
A comitiva, composta de seis físicos, foi recebida pelo físico Sergio Novaes, professor do IFT e coordenador do NCC, cujos membros participam do CMS (Compact Muon Solenoid), um dos experimentos do LHC (Grande acelerador de partículas).

As negociações para a adesão do Brasil ao CERN iniciaram-se em 2002, com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia. Em 2009, a aproximação foi fortalecida quando as duas instituições assinaram uma Declaração Conjunta que previa, entre outros pontos, o aumento de pesquisadores brasileiros em laboratórios e projetos de pesquisas do CERN, como o LHC.

Em 2010, o Conselho do CERN decidiu ampliar a adesão de países não europeus e um grupo de trabalho foi criado, com Sergio Novaes entre seus membros, com a finalidade de discutir as condições para que o Brasil ingressasse na Organização.

Nesta quarta, a comitiva do CERN vai a Brasília. Antes de São Paulo, visitou instituições no Rio de Janeiro. Amanhã (18) retorna a São Paulo para visitas à USP (Universidade de São Paulo) e Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Os integrantes da comitiva são Profa. Dra. Felicitas Pauss, Chefe de Relações Internacionais do CERN; Dr. Sergio Bertolucci, Diretor de Pesquisa e de Computação Científica; Dr. Jose Salicio Diez, contato para os países latino-americanos; Dr. Johann Spitzer, delegado austríaco do Conselho; Dr. Gaspar Barreira, delegado português do Conselho; e Dra. Sue Foffano, Gerente de Recursos do LHC Computing Grid.

A possível adesão do Brasil como membro-associado ao CERN deverá aumentar a colaboração científica e tecnológica do país junto à Organização.