Uma prévia sobre os projetos vencedores do IFSC
O professor, Tito José Bonagamba, inscreveu seu projeto relacionado à confecção de novos eletrólitos, utilizados nas baterias de carros elétricos. “No contexto da mobilização mundial, dedicado à redução do consumo de combustíveis fósseis, o desenvolvimento de veículos elétricos tem-se mostrado uma boa alternativa. Portanto, muita atenção tem sido dada à confecção de baterias mais eficientes em termos de autonomia, segurança, vida útil e custos, de modo que os esforços estão direcionados ao desenvolvimento de eletrodos e eletrólitos mais eficientes”, explica.
Philippe Wilhelm Courteille, em seus estudos sobre “Espalhamento de luz por nuvens atômicos frios”, pretende analisar a interação da luz com a matéria, transmitindo seus impulsos aos átomos. “A luz, na realidade, não está espalhada em um único átomo, mas em vários. Por exemplo, quando a luz do sol atravessa um vidro, esse é um efeito coletivo e não individual, como se achava”, explica. “Isso muda nosso entendimento de como a luz interage com a matéria no dia-a-dia”.
O projeto já é desenvolvido pelo professor há dez anos, em parceria com pesquisadores europeus. “Cada um de nós possui uma especificidade, que se complementam para o desenvolvimento dos estudos”, conclui Philippe.
Já no caso do professor, José Eduardo Martinho Hornos, que teve seu projeto renovado, a área de pesquisa tem envolvimento com a biologia. “No século passado, pesquisadores dedicaram-se ao estudo do DNA. Agora, a preocupação gira em torno de como as informações do DNA são processadas pelos organismos vivos”, diz. “Aqui no Instituto, estudamos as imprecisões que ocorrem na execução dos processos gênicos, chamadas de flutuações, que são as responsáveis diretas pela evolução humana”.
Para o professor, o intercâmbio tem grande importância, uma vez que, na França, há um grupo de biólogos experimentais. “Há a cooperação em nível teórico, que nos diz respeito, enquanto eles colaboram em nível experimental e essa troca é que dá viabilidade ao projeto”, esclarece Hornos.
Sobre o COFECUB
Entre as diversas parcerias firmadas entre a Universidade de São Paulo (USP), com vistas ao desenvolvimento e incentivo à pesquisa, insere-se o Programa USP/COFECUB, parceria entre a USP e o Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil, o último mantido pelo Ministério das Relações Exteriores e da Educação do governo da França. Na USP, o programa é executado pela Pró-Reitorias de Pesquisa e de Pós-Graduação, em conjunto com a Comissão de Cooperação Internacional.
Através do intercâmbio que envolve tanto pesquisadores, como alunos de pós-graduação, o programa tem como objetivo a troca de informações e dados entre a comunidade científica dos dois países, concedendo recursos para a vinda de missões francesas no Brasil e vice-versa, nisso incluindo-se envio/recebimento de docentes e alunos, disponibilizando verbas para passagens de avião, diárias em hotéis, o que facilita o intercâmbio acadêmico entre os dois países.
Assessoria de Comunicação
IFSC-USP