“No ano passado a FAPESP também participou do fórum, mas como entidade convidada”, explicou Varela.
Também devem estar presentes representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da empresa Vale. “Apenas 4% dos participantes são sul-americanos. Ainda estamos entrando nesse clube”, avaliou Varela.
A STS promove encontros anuais desde 2004 com o intuito de formar uma rede internacional para discutir o progresso da ciência e da tecnologia em benefício da humanidade. Também são abordadas questões éticas, ambientais e de segurança relacionadas ao avanço do conhecimento.
Segundo a entidade, a ciência será necessária para enfrentar futuros desafios, como o de harmonizar o desenvolvimento econômico com as mudanças climáticas, prevenir o terrorismo, controlar doenças infecciosas e avaliar potenciais benefícios de saúde e questões éticas relacionadas à tecnologia de clonagem.
“O progresso da ciência e da tecnologia deve se acelerar e será necessário para o desenvolvimento humano sustentável no século 21, mas a sabedoria precisa ser exercida para manter esse conhecimento sob controle”, destaca o site da STS.
Entre os temas previstos na programação deste ano estão energia, segurança nuclear, saúde global, sustentabilidade e o papel das universidades no século 21. Uma das plenárias tem como objetivo melhorar o diálogo entre líderes políticos, cientistas e industriais.
“Um dos grandes trunfos do STS Forum é o fato de ser multifacetado. Reúne ao mesmo tempo o ponto de vista de quem faz política científica, dos cientistas e das empresas que produzem inovação. Também participam representantes da mídia e vencedores do Prêmio Nobel”, disse Varela.
Além de acompanhar as palestras e os debates, Varela representará a FAPESP na reunião das agências de fomento a pesquisa, da qual também participarão representantes do CNPq, da National Science Foundation, dos Estados Unidos, e da German Research Foundation, da Alemanha.
“Será uma oportunidade para descobrir o que o mundo está pensando sobre os vários temas científicos. Nos próximos anos poderemos participar mais ativamente das discussões”, afirmou Varela.
Agência FAPESP