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canevacci massimo"Aprender a descongelar-se" foi uma das mensagens que o pesquisador e antropólogo Massimo Canevacci deixou aos alunos e professores dos cursos de Pós-graduação em Ciências Sociais, Comunicação Social e Geografia, que participaram, na sexta-feira, 24, da aula inaugural com o tema Metrópole Comunicacional: polifonias dissonantes, fetichismos visuais, sujeitos oblíquos.
Segundo ele, o pesquisador já tem uma formação clara e definida e o desafio é "aprender e aceitar a descongelar-se. A Ciências Humanas está em crise, tem que se descongelar".

O pesquisador ressaltou que o grande desafio da universidade contemporânea é a busca da interdisciplinaridade e que o fato de três cursos estarem presentes em sua exposição é interessante e importante.

Canevacci também destacou que é preciso modificar a maneira de se escrever ensaios, o que ele chama de polifonia compositiva. "É preciso cruzar as várias formas, aumentar as várias linguagens que conhecemos. Hoje, existem muitas formas narrativas". Ele pontuou, ainda, que o pesquisador não pode mais fazer nenhuma pesquisa sem a comunicação digital.

Massimo Canevacci é autor de obras como Culturas Extremas, Antropologia da Comunicação Visual, Fetichismos Visuais, entre outras. Ele é professor visitante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e doutor em Literatura e Filosofia pela Universitá degli Studi di Roma La Sapienza.