O objetivo do simpósio é discutir e formular políticas públicas que contribuam para o desenvolvimento sustentável do semiárido. Para isto, reuniu pesquisadores, gestores públicos, artistas e estudantes, em Salvador, Feira de Santana, Cruz das Almas, Juazeiro e Petrolina. A Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) foram sedes do evento.
Na última quinta-feira, 26, o simpósio levou ao auditório da reitora da UFRB o antropólogo Washington Queiroz, representante da Secretária de Cultura do Estado da Bahia e a professora do Centro de Artes, Humanidades e Letras Fabiana Comerlato para falar sobre "Patrimônio Natural, Cultural e Turismo". "A Bahia entrou em um perigoso processo de monoculturalização que é responsável por deixar de lado riquezas como a caatinga”, apontou Queiroz. Sobre o tema da palestra afirmou ainda: “o patrimônio natural, cultural e turismo correspondem a um grande organismo que não pode ser entendido de forma separada". Já Fabiana Comerlato, professora do curso de museologia e arqueologia da UFRB, defendeu o fortalecimento de políticas públicas nas áreas da cultura, meio ambiente e turismo. Também apresentou exemplos de museus na região do semiárido e as suas problemáticas. "Não adianta trabalhar com o patrimônio e com a arqueologia sem trabalhar o lado social", destacou Fabiana.
A integração de diversas instituições ainda foi avaliada como fundamental para o sucesso do simpósio pelo reitor da UFRB e mediador do debate em Cruz das Almas, Paulo Gabriel Nacif. A UFBA, UNEB, UEFS, UNIVASF, Instituto Nacional do Semiárido (INSA) e a UFRB foram correalizadoras do I Simpósio Nacional Repensando os Sertões Semiáridos do Brasil, com apoio do Banco do Nordeste e Governo Federal.